Eu subo degrau a degrau...

... a imaginar-te!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Trevo - Vítor

No campeonato da vida fui o sorteio no melhor pote
Quatro pétalas eram essas o meu trevo da sorte
Sem a tua pétala este trevo não era eterno
Com 4 anos de solidão, mesmo assim és um génio
Focos apontam para ti, és a minha força nesta terra
24 horas de amor é a rega para a tua pétala
12 horas de claridade e outras 12 ao escuro
No que depender de mim este trevo não fica murcho
Vou guardar-te bem comigo, esse é o primeiro passo
Tive sorte na validade porque esta não tem prazo
Isto nasce ou cai, com ou sem tombo de poeta
Mas como eu bem te conheço pões a flor ainda mais bela
Não te perco, mas a sério, fico sempre com medo
Porque a sorte deu-me a sorte de entrares neste trevo...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Saudade

Serás força interior, nostalgia ou desejo?
Pensamento ou realidade separa o abraço do beijo
Saudade te vejo, como um fogo incandescente
Locomotiva de emoções que me faz seguir em frente
Por segundos, viajo sem sair do sítio
Entre sorrisos ou lágrimas tudo se tornou paraíso
Contigo arrisco a reavivar qualquer segundo
Como anjos que me guiam que partiram deste mundo
Será destino? Serei apenas um réu?
Sinto-me algemado à terra e não consigo tocar no céu
Relembro passagens, flashes de memória
No coração eu transporto o livro da minha história
E é inglória, capítulos da minha infância
Desde peripécias de família a brincadeiras de criança
Locais de fotografias que me fazem recordar
Quero regressar no tempo para ali poder voltar...

Sem ti, senti que não alimento a alma
Sem ti, senti que não posso transmitir a calma
Sem ti, nostalgia ou desejo?
Pensamento ou realidade separa o abraço do beijo...

Saudade sinto, quando é o cair do pano

E torno-me melancólico como o som de um piano
O passado juntos que acabou por tudo ou nada
Sem sequer haver um porquê de uma vida acabada
Dada a circunstancia que encontras na situação
Chuva de pensamentos que te darão a conclusão
Palavra forte, com forte significado
Dado ao escassear por algo por nós acarinhado
Controlado por algo que não consegues controlar
Força interior que te puxa como a ondulação do mar
Palavra única, escrita num dialecto
Explicando sensações e um sentimento em concreto
Certo que todos temos por muito forte que sejas
Saudades de olhar-lhe nos olhos, é isso que tu invejas?
Quanto à saudade, não tenho saudade dela
Com amor e palavras fazem-me querer que a vida é bela...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Discurso

Acordo, ainda um pouco dormente
Abro a janela e vejo como tudo é transparente
Tudo é tão claro, faço um juízo evidente
Preparando-me para mais um dia que tenho pela frente
Visto as calças, a sweat e calço as sapatilhas
Ansiando que o dia decorra às mil maravilhas
Procurando constantemente uma boa oportunidade
Para me sobressair dentro desta comunidade
Estou atrasado, hoje à aula de condução
Tenho de me concentrar, é mais um momento de acção
Enfrento mais uma etapa, vivo um dia de cada vez
Todos têm direito e agora é a minha vez
Continuando em frente, seguindo sempre passo a passo
Espero obter o máximo em tudo aquilo que faço
E o que faço tento aperfeiçoa-lo desde a raiz
Fazer melhor no próximo do que no anterior fiz
Quero ser consciente, e ter consciência disso
Quando não tenho certezas para mim não há compromisso
Nunca tento falhar, durante todo o meu percurso
Tenho boas amizades, vou levar longe o meu discurso
Obrigado a todos que me ensinaram a lição
Espero que me dêem força, indiquem-me a direcção
Para alcançar algo mais, uma realidade mais distante
Um Universo diferente com um facto proeminente
Lembranças antigas, momentos que ficaram marcados
Por mais que a vida mude serão sempre recordados
Memorizados, como coisas que já vi e ouvi
Coisas que não pedi, não cria e mesmo assim senti
Mas tenho de deixar de fazer acontecer
Quero avançar, porque parar é morrer….

Na vida, resta-nos uma alternativa
Aproveita e vive intensamente o dia
Não te reprimas, limita-te a sentir a vida
Usufrui da mesma, mantém a tua voz activa!

Com densidade filosofa e subtileza de poeta
Tento sempre descobrir qual será a minha meta
Transmitindo o que sentido, passá-lo para escrito
Continuarei ligado a isto como um árbitro a um apito
Notas em tons suaves, melodias de mais umas claves
Com o meu sonho de enfrentar todas as entraves
Dificuldades e obstáculos, uns fracos e outros duros
Dedicação à criação e construção de versos puros
Desabafos sofridos e canalizados interiormente
Confissões pessoais explicitas por toda a gente
Muitas palavras sentidas, algumas lágrimas caídas
Através deste processo faço curativo ás feridas
Há ocasiões que me sinto desgostoso com a vida
Questionando-me sobre acções executadas sem medida
Tenho que parar para pensar, os erros são bons professores
Se não fossem cometidos seriamos todos superiores
Manobras são executadas, muitas vezes com contra-tempo
Tenho luzes iluminadas que me reportam os velhos tempos
Há amizades que passaram, mas ficarão para sempre
Na minha face marcadas, na memória eternamente
Juntos ou separados haverá sempre uma química
Não são necessárias palavras, resume-se tudo à mímica
Temos de ter força e vontade, humildade para a verdade
Nesta existência há que haver um pouco de solidariedade
Porque a vida é feita de encantos e desencantos
Não podemos esmorecer , temos de vencer noutros campos
Faz o que tens a fazer, vai construindo pista por pista
A apatia não é benéfica em nenhum ponto de vista
Não queiras ficar parado, toma uma iniciativa
Seja ele qual for, tens de mante-la viva
Atingi tantos alvos, e outros tantos ficaram por ultrapassar
Nunca é tarde de mais, mas atrás já não posso voltar
18 anos a suportar na alma este dom comigo
É altura de o partilhar com os que compreendem este ciclo
Agora fomento a vida e os nossos laços naturais
Estaremos sempre juntos, seremos amigos imortais…

terça-feira, 29 de março de 2011

Palavras

Faço músicas como sonho enquanto escrevo sem registo
O desabafo mais singelo que na alma avisto
Tudo aquilo que me possui entre faces com sorrisos
O eterno mais perto dizem-me que focalizo-o
Acordo... Sinto o sangue quente
Vejo a praça com a luz que me faz dormente
Segue sempre pela porta da saída, a felicidade
Que abraço com uma lágrima com sabor a maturidade
Construo um mundo só meu, ninguém me o pode tirar
Ou puxar-me quando só cabe a mim entrar
E mudar o que quero com a cor da minha alma
Gritos de desespero com cortes de pouca calma
Suave toque da lâmina que sinto no coração
Com calma corto este corpo que prende ao chão
Dores por todo o lado, sinto-me velho
E a sombra no olhar quando me vejo ao espelho...

Acorda, e sente o sangue quente
Fugir dessa fase de uma forma inteligente
Quantas lágrimas já caíram na tua mão?
Quantas palavras sufocadas pelo aperto do coração...

Escrevo, vou ao além que comigo comunica
Dá-me energia ao que enfrento e que se complica
Anos que se passam, e um gajo de cabeça fria
Olhando o horizonte sem paz e alma nua
Despida de segurança, vive, sente e chora
Quantos assuntos se reservam e as mãos imploram
Por um fim ao tormento que me faz pensar
Noutro caminho que me guia e me faz evacuar
Sinto o chão quente, mas por enquanto vou pensando
Ágil como a brisa amena que me vai mantendo
Quantas folhas rasgadas à luz da rua escura
Quantas letras não revelo, e assim perduram...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Mais um dia


É mais um dia, levantamo-nos de cabeça fria
Nós e a rotina estúpida parece que duram uma vida
O mesmo percurso, as mesmas pessoas, as mesmas tácticas
Nada de novo para contar ao fim de horas práticas
Sentimento de desespero, lamentos na lagoa
Quero estar alheio ao local onde a mágoa ecoa
Mas disso não estaremos imunes, não sairemos impunes
Teremos sempre comportamentos a abarrotar de queixumes
Não se deixem perturbar por um simples sintoma
As consequências serão visíveis quando subirem à tona
Só nós podemos modificar as linhas que traçamos
Lágrimas não eliminam contrariedades que passamos
À nossa frente vai-se construindo uma grande muralha
Ergam os punhos, lutem por algo nesta batalha
Uma fase boa, uma fase má
Temos que agradecer pelo facto de ainda estarmos cá
Não devemos cair, o medo traça o fracasso
Força, coragem e vontade sempre presentes em cada passo
A vida é dura, muita injustiça e muita incerteza
Se querem triunfar não mostrem sinal de fraqueza
Divagamos em sonhos, somos anjos com asas
Queremos achar o caminho de terras que não foram pisadas
Espera, pára! Não vás tão avante
Não é necessário percorrer um caminho tão distante.


Quando escrevo liberto toda a energia
Confissões e elações que tiro do dia-a-dia
É mais uma fase vista com um olhar diferente
Constrói a tua base, tens um futuro pela frente.


De consciência tranquila, apresento-me na primeira fila
Sempre com atitude, essa não posso comprimi-la
Nesta puta de vida onde tudo tem uma razão
O sufoco que sinto quando não encontro uma explicação
Estradas incomensuráveis traçadas por linhas tortas
Momentos em que parece que me fecharam as portas
Às vezes penso que a vida não faz sentido
Acontece a todos, mas há instantes que parece que é mais comigo
De momento olho para o céu, ele permanece escuro
Devido à incerteza, qual será o meu futuro?
Mas assim continuo escrevendo estes versos puros
Neste Universo há ocasiões em que temos que ser duros
Fico cansado em segundos, mas tenho força de vontade
É incrível como consigo viver nesta realidade
Se te sentes melancólico, porque não encontras uma saída?
Não te preocupes porque o sonho comanda a vida
São várias as lições, são vários os trambolhões
O importante é seres tu próprio a tirar as conclusões
Ultrapassa essa fase, não esperes pelo amanhã
Tu tens de reagir, e o melhor é começares já
Toma oposição, começa a abater os teus medos
Por poucos que sejam, vais sempre aprender com os erros
Não te podes perder, alcança a tua meta
Desfruta depois de saberes que a satisfação é certa
Não te julgues desgraçado, tenta abraçar a glória
Levanta a tocha, dá graças por mais uma vitória.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Confiança

A vida oferece-te o universo, não queiras só um décimo
Num cenário péssimo e eu peço-te que faças um acréscimo
Alimenta expectativas porque a vida é feita delas
Não plantes tempestades pois um dia vais colhê-las
Agradece, compreensão é um bom início
A gratidão não compensa, tu pensa nisso
Não olhes para o resultado, pensa na intenção
De quem te dá pouco mas pouco com o coração
De quem te apertava a mão outrora até à ribalta
Quanto mais se distancia mais sente a tua falta
Quantas vezes dei o litro por quem não me merecia?
Quantas vezes fui fudido por quem não conhecia?
Ameaçavam um passo em falso e isso me incentivava
Adicionavam um salto alto e sentia que alguém me puxava
E quem falava sem pensar sentiam que era um incentivo

Não confio porque sei que isso tudo é fictício.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Força Interior

Cara-a-cara com o medo em constante perseguição
Desde cedo a tentar levar-te à depressão
Não te deixes ir abaixo, quebra o enguiço
Apenas tu tens a poção para anular esse feitiço
Aprende a canalizar os sinais em teu redor
Do interior extrai o teu melhor, esquece o pior
A vida muda, como Tu diariamente
De camisa, a brisa que ela solta é sempre quente
Se estiveres consciente vais observar a florescer
Vais reparar que tens razões para sentir prazer
O lado negativo tem de ser esquecido
Faz um esforço, o sacrifício é retribuído
Mais tarde ou mais cedo, convém é que chegue a tempo
Para pintar de várias cores esse terrível céu cinzento
Nesse espaço sempre escuro, neutro ou incolor
Meu irmão encontra uma força interior
Aprende a cuidar de ti próprio, tu tens valor
Mantém o espírito elevado e luta até ao fim
Aprende a sorrir à vida porque ela já o fez a mim.

sábado, 20 de novembro de 2010

eqb.

Já alguma vez te sentis-te mal por dentro?
Contigo próprio em determinado momento
Estranha aparição, pergunto-me como é possível
Eu não pedi nada disto, a sensação é horrível
Divago por entre quatro paredes de cimento
À espera de uma luz que me ilumina sobre céu cinzento
Não avalio uma pessoa por aquilo que vejo por fora
Observo bem fundo, no núcleo está a flora
Não sou menino do coro, nada tive de mão beijada
Desde cedo lutei para a vida ser balanceada
Porquê? O aparecimento deste sentimento
Talvez descubra uma resposta com o passar do tempo
Fecho-me no meu espaço, no vazio
Não tenho controlo neste lugar tão sombrio
Mas deve ser mais uma lição que devo aprender
A dor existe porque de seguida vem o prazer.


Acho o dia, repete-se a dose de carga fria
A melancolia, passa ao estado de apatia
Até quando vou sentir preso um sentimento?
Até quando a mágoa me vai corroer por dentro?
Até quando este pensamento medonho?
Quero encontrar a chave para um mundo de sonho
Sigo encarreirado, sempre em frente até à meta

Ao lado dos obstáculos que me farão chegar à meta
Felicidade é missão, mantenho orientação
Sem bússola nem GPS, apenas a mente e o coração

Não tenhas medo, vem, entra...
Neste lugar onde a felicidade é quem orienta
Sê bem-vindo a este sítio tranquilo
Absorve todo o seu poder até comprimi-lo
Marca bem o teu lugar, neste reino invulgar
Sente a paz de espírito que começa a entrar
Vê o brilho que cobre a tua vida radiante
Umas vezes inconstante, outras constante
Passo a passo constrói um futuro mais puro
Independentemente do que sentes, eu sei que é duro
Sei que os teus sonhos procuram o equilíbrio

Mas se tu estás comigo, podes crer, eu estou contigo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Pbz.

Viajante nocturno, observador avançado
Expando o portal com a realidade a cada passo dado
Exploro imaginando os ideais nesse quarto escuro
Como será estar desmarcado neste mundo?
Caminho pela rua fora de porta aberta
Sentimento desperta à medida que o tempo mal se comporta
Ventos, geada, frio e chuva
O que um pobre desgraçado não dava por uma luva
Em qualquer bloco, quarteirão ou esquina
A miséria paira no ar embrulhada na neblina
Um ser humano enrolado em papelão
É visível a perda de uma alma e de um coração
Quadros pintados que a sociedade despreza
No total abandono, mesmo à distancia de uma reza
Triste fado neste espaço incolor
É notório o reflexo interior que tenta olvidar a dor
Quando a lua sobe as regras mudam
Não há benesses só preces, escassos prazeres ajudam
Uma moeda vale um sorriso de um mendigo
Há uma carente que apenas quer o calor de um abrigo
Nesse refúgio sem parede nem tecto
Matar a fome, para muitos, é um sagrado privilégio
Expostos a uma degradação constante
A desistência do próprio ser vai-se tornando irrelevante.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Páginas

Há momentos eternos... laços fraternos...
Saboreio cada sílaba em frases de cadernos

São Páginas...

Ligação fraterna, dois mundos em simultâneo
Concentração genuína para exercitar o crânio
São crónicas deste meio envolvente
Retratos de vários factos do passado ou presente
Acompanhando desde sempre a eterna adolescência
Com a sapiência como fruto da experiência
Tempos passados onde tudo tinha mais brilho
Era mental, natural a percepção do caminho
Nada espero a não ser um futuro risonho
Tantas partidas na calçada e não acabam com o sonho
Não abdico de algo positivo sem pensar na retoma
Gravo a escritura, arquivo o que me aprisiona.


Acredito num lugar com brilho infinito
Sinto-me vivo, usufruo deste estímulo
Como no mundo, um nível de olhar constante
Iluminado em cada página, a cada instante


Folhas riscadas com poemas que eu próprio sintonizo
Luz divina que me acolhe neste nobre paraíso
Entusiasmo a cada passo que a página é voltada
Com a ansiedade de a poder ver finalizada
Observo factos reais que na vida vou absorvendo
Retiro um pedaço de cada um para viajar no momento
Metros de versos na memória, fica para sempre
Uma história com perfil mas que já ninguém sente
Última página saída de um mundo imaginário
Enquanto o tempo evapora diariamente no calendário.